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O Coração na batida certa


segunda 08 novembro de 2010 - 14:35:05

O Coração na batida certa

O Coração na batida certa


s Arritmias Cardíacas podem ser desencadeadas por vários fatores, como:

- Doença cardíaca
- Cicatrização do tecido do coração
- Diabetes
- Hipertireoidismo
- Álcool, tabaco e cafeína
- Algumas drogas
- Estresse
- Problema cardíaco que tenha alterado a estrutura da propagação do impulso elétrico, como por exemplo, a cardiomiopatia e a doença das artérias coronárias

Durante uma Arritmia Cardíaca pode-se sentir:

- O coração bater muito rápido (taquicardia) ou muito devagar (bradicardia)
- Dor ou sensação de desconforto no peito.
- Sensação de aperto no pescoço, falta de ar ou respiração ofegante.
- Tonturas seguidas ou não de sensação de desmaio.
- Fraqueza.

Em alguns casos, as pessoas não referem sintomas ou complicações. No entanto, estes podem perturbar gravemente a função normal do coração, aumentar o risco de acidente vascular cerebral e causar parada cardíaca e morte súbita.

Algumas arritmias não são consideradas um problema sério, enquanto outras podem levar à morte. Perante estes sinais ou sintomas, deve-se procurar um especialista.

Problemas de Tireoide: o metabolismo acelera quando a glândula tireoide libera harmônios em excesso. Esta situação pode causar batimentos cardíacos irregulares ou rápidos ligados a fibrilação arterial. O contrário também pode acontecer, e o metabolismo diminuir quando a glândula não libera harmônios suficientes, podendo causar bradicardia.

Medicamentos e suplementos contendo efedrina podem contribuir para o desenvolvimento da Arritmia.

A pressão arterial elevada aumenta o risco de desenvolver doença arterial coronária.

A obesidade, além de ser um fator de risco para doença arterial coronária, pode aumentar o risco de desenvolver uma Arritmia.

A Diabetes descontrolada aumenta o risco de desenvolver doença arterial coronária e hipertensão arterial. Além disso, níveis baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia) podem desencadear uma Arritmia.

A Apneia Obstrutiva do Sono, em que a respiração é interrompida durante o sono, pode causar bradicardia e episódios de fibrilação arterial.

Substâncias no sangue chamado de eletrólitos, como potássio, sódio, cálcio e magnésio, ajudam a desencadear e conduzir os impulsos elétricos no coração. Os níveis de eletrólitos demasiado elevados ou baixos podem afetar os impulsos elétricos do coração e contribuir para o desenvolvimento da Arritmia.

Consumir álcool em excesso também pode afetar os impulsos elétricos no coração e aumentar a probabilidade de desenvolver fibrilação arterial. O abuso crônico do álcool pode levar a batimentos cardíacos menos eficazes e à cardiomiopatia.

A cafeína, nicotina e outros estimulantes podem estimular o coração a bater mais rápido e contribuir para o desenvolvimento de Arritmias graves. As drogas ilícitas como anfetaminas e cocaína podem afetar profundamente o coração e levar a muitos tipos de Arritmias ou Morte Súbita por fibrilação ventricular.

Diagnóstico:

Para diagnosticar uma Arritmia Cardíaca o médico faz perguntas sobre antecedentes pessoais e familiares (problemas com a glândula tireoide, doenças cardíacas, medicação, etc). O cardiologista pode considerar necessário realizar exames de diagnóstico como o Eletrocardiograma, Ecocardiograma, Holter, Tomografia Axial Computadorizada (TAC), Ressonância Magnética e RX. Além dos exames, também podem ser necessários testes de esforço, estudo eletrofisiológico e mapeamento.

Tratamento:

Nas chamadas Arritmias Benignas não são necessárias recorrer ao uso de medicação Isto acontecerá caso a arritmia venha a desencadear sintomas significativos ou se houver risco de desencadear uma Arritmia ou complicação mais grave.

Nas bradicardias com originadas de situações que podem ser corrigidas, como efeitos colaterais de alguns medicamentos e níveis baixos do harmônio da tireoide, a atuação é feita no sentido de corrigir e alterar as causas. Em outras situações, é necessário colocar um marca-passo (dispositivo pequeno alimentado por uma bateria, que geralmente é implantado perto da clavícula para estimular o coração a bater a um ritmo constante e adequado).

Na taquicardia sinusal o médico pode fazer a manobra vagal no seio carotídeo para reduzir a frequência cardíaca.

Muitos tipos de taquicardias respondem bem aos medicamentos antiarrítmicos. Embora não curem o problema, eles podem reduzir os episódios de taquicardia ou desacelerar o coração. Alguns medicamentos podem abrandar demasiado o coração, podendo ser necessário implantar um marca-passo. É muito importante tomar os antiarrítmicos exatamente como prescrito pelo médico, para evitar complicações.

Numa taquicardia que começa na metade superior do coração (aurículas), incluindo a fibrilação arterial, o médico pode utilizar a cardioversão - choque elétrico utilizado para repor o coração a seu ritmo regular. Normalmente é feito em um ambiente controlado, com o doente medicado para relaxar e não sentir dor durante o procedimento.

Ablação:
Terapia onde um ou mais cateteres são introduzidos através dos vasos sanguíneos, geralmente pela virilha direita, para o interior do coração. Eles estão posicionados em áreas do coração que o médico julga ser a fonte da Arritmia. Eletrodos na ponta do cateter são aquecidos com energia de radiofrequência. Outro método envolve o resfriamento das pontas dos cateteres.

Dispositivos Implantáveis:
Marca-passo é um dispositivo implantável que ajuda a regular o batimento cardíaco lento (bradicardia). Um pequeno dispositivo de bateria é colocado sob a pele perto da clavícula, através de uma cirurgia. Um fio isolado passa a partir do dispositivo para o lado direito do coração, onde estará permanentemente fixo.

Quando o marca-passo detectar uma frequência cardíaca muito lenta ou irregular, emitirá impulsos elétricos que estimularão o coração a acelerar, a começar a bater novamente ou a bater a um ritmo regular. A maioria dos marca-passos tem um sensor que os desliga quando o coração está acima de um determinado nível. Acontece novamente quando o coração é demasiado lento. Geralmente, a alta médica se dá de 1 ou 2 dias após o implante.

Cardioversor
E um desfibrilador implantável. O médico pode recomendar este dispositivo se há o risco elevado de desenvolver uma taquicardia perigosamente rápida ou batimentos cardíacos na metade inferior do coração (taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular).

O cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) é uma unidade de bateria implantada perto da clavícula esquerda. O CDI monitora continuamente o ritmo cardíaco. Ao detectar um ritmo cardíaco muito lento, atuará como um marca-passo. Se detectar taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular, emitirá choques de baixa ou de alta energia para repor ao coração um ritmo normal. Diminui a probabilidade de desenvolver uma Arritmia fatal, em comparação com o uso de medicamentos.

Em alguns casos, a cirurgia pode ser recomendada para o tratamento de algumas arritmias cardíacas: procedimento do labirinto, cirurgia de aneurisma ventricular e revascularização.

Muitas Arritmias podem ser atribuídas à doença cardíaca subjacente. Nestes casos, o cardiologista poderá sugerir, além de outros tratamentos, mudanças de estilo de vida, para manter o coração mais saudável possível. Essas mudanças de estilo de vida podem incluir: alimentação saudável, atividade física regular, parar de fumar, reduzir o álcool e a cafeína e relaxamento/meditação para aliviar o estresse.

Cronograma das atividades no Brasil (Cidades, hospitais e locais)

 

Fonte http://www.arritmiasemortesubita.org.br


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